segunda-feira, 30 de março de 2009

IGP-M fecha março com deflação mais acentuada desde 2003

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou o mês de março com taxa de -0,74%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é a menor desde junho de 2003, quando ficou em –1,00%. Em fevereiro, a variação do IGP-M havia ficado positiva em 0,26%.

O recuo do indicador foi resultado, principalmente, da deflação de 1,24% verificada entre os preços por atacado no mês, ante taxa de 0,20% em fevereiro. No corte por origem, a maior pressão de baixa veio dos produtos agropecuários, que ficaram, em média, 2,82% mais baratos, após uma alta de 1,25% no mês anterior. A taxa dos produtos industriais também recuou, mas em menor proporção, passando de –0,18% para –0,72%. Por estágios da produção, o subgrupo matérias-primas brutas registrou o maior recuo, passando de 0,60% para –2,97%.

Preços ao consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi o único dos três componentes do IGP-M a registrar aceleração na passagem de fevereiro para março, de 0,40% para 0,43%. A principal contribuição de alta veio do grupo alimentação, cuja taxa passou de 0,25% para 0,60%. Também tiveram alta as taxas dos grupos habitação (de 0,24% para 0,36%) e vestuário (de -0,72% para 0,00%). Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (de 1,59% para 0,14%), transportes (de 0,52% para 0,45%), saúde e cuidados pessoais (de 0,63% para 0,59%) e despesas diversas (de 0,35% para 0,34%) registraram desaceleração. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em março, variação de -0,17%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,35%.
site G1

Desembolsos do BNDES somam R$ 93,6 bilhões em 12 meses até fevereiro

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 93,6 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, resultado que representa crescimento de 40% em relação ao mesmo período anterior. As aprovações somaram R$ 120,8 bilhões, os enquadramentos R$ 146,2 bilhões e as consultas totalizaram R$ 165,6 bilhões, com expansões de 15%, 16% e 18%, respectivamente.

As liberações para a indústria responderam pela maior parte dos recursos desembolsados pelo BNDES até fevereiro. O setor recebeu R$ 39,5 bilhões, equivalentes a 43% do total liberado pelo Banco nos últimos 12 meses. Os projetos de infraestrutura receberam R$ 35,1 bilhões, 38% do valor desembolsado pelo BNDES entre março de 2008 e fevereiro de 2009. As liberações para os dois segmentos cresceram 47% e 33%, respectivamente.

Em relação aos projetos aprovados, a maior parte, 43% do total, foi destinada à área de infraestrutura, somando R$ 51 bilhões e refletindo crescimento de 15% em relação aos mesmos 12 meses anteriores. Para a indústria, foram aprovados R$ 51 bilhões (42% do valor total), o que representou alta de 12% na mesma base de comparação.

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) tiveram, entre março de 2008 e fevereiro de 2009, o melhor desempenho da história do Banco em um período de 12 meses. Os desembolsos, de R$ 17,7 bilhões, equivalem a uma expansão de 38% no período e refletiram o resultado de 89,6 mil operações. Até fevereiro, o BNDES realizou um volume 43% superior de operações para as MPMEs do que nos 12 meses anteriores.

site BNDES

quarta-feira, 25 de março de 2009

Senado aprova regras do sistema de crédito cooperativo

O plenário do Senado aprovou ontem, por acordo de líderes, as novas regras para o funcionamento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. O texto, substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 293/99), tem por objetivo garantir a segurança jurídica necessária ao desenvolvimento do setor e, assim, facilitar o acesso ao crédito a pequenos produtores rurais, comerciantes e industriais e à população de baixa renda. O texto, agora, deve ser encaminhado para sanção presidencial.

De acordo com o substitutivo, quatro tipos de entidade devem integrar o sistema: cooperativas singulares de crédito, cooperativas centrais de crédito, confederações de cooperativas de crédito e bancos cooperativos. As singulares, que só poderão realizar operações de crédito com associados, deverão estimular a formação de poupança, oferecer assistência financeira aos associados e prestar serviços em favor da vocação societária. Os recursos de caixa poderão ser aplicados em títulos e valores mobiliários e em outras opções de investimentos oferecidas pelo mercado de capitais.

Às cooperativas centrais, que podem ter abrangência interestadual, caberá organizar os serviços econômicos e assistenciais de interesse das cooperativas afiliadas e trabalhar para integrar e orientar as atividades dessas entidades. A função das confederações de cooperativas de crédito é coordenar e executar as atividades das associadas quando a abrangência dos serviços ultrapassar a capacidade dessas entidades.

Já os bancos cooperativos têm como objetivo proporcionar o acesso das cooperativas de crédito ao mercado financeiro. Serão organizados sob a forma de sociedades por ações, cujos acionistas controladores serão as cooperativas singulares de crédito, as cooperativas centrais de crédito ou confederações de cooperativas de crédito constituídas no País.

A proposta aprovada pelos senadores - que já havia sido aprovada por unanimidade pela Câmara em agosto do ano passado - revoga dispositivos de duas normas legais vigentes: da Lei 4.595/64 (que dispõe sobre a política e as instituições monetárias, bancárias e creditícias e cria o Conselho Monetário Nacional), e da Lei 5.764/71 (que define a política nacional de cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas).

De acordo com o substitutivo, a atuação das cooperativas de crédito será fiscalizada pelo Banco Central.

Agência Senado. Site G1

segunda-feira, 23 de março de 2009

BNDES e BID assinam empréstimo de US$ 1 bilhão para fortalecer micro, pequenas e médias empresas

Operação corresponde à terceira etapa de um programa de US$ 3 bilhões

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, José Luis Lupo, assinaram hoje contrato de empréstimo de US$ 1 bilhão para que o BNDES financie crédito produtivo de longo prazo para micro, pequenas e médias empresas brasileiras.

Trata-se da última parcela do convênio, de US$ 3 bilhões, assinado entre as duas instituições há três anos. Com a conclusão desse acordo, o BNDES negociará com o BID novo convênio também no valor de US$ 3 bilhões, que será dividido em três operações de US$ 1 bilhão. Segundo o presidente Coutinho, o Banco se empenhará para que a primeira parcela do novo programa possa estar disponível para empréstimo ainda neste ano.

O contrato assinado hoje beneficiará cerca de 25 mil empresas, num programa em que devem participar mais de 80 bancos do sistema financeiro nacional. O crédito gerado a partir do empréstimo do BID vai financiar projetos de ampliação, instalação e modernização das micro, pequenas e médias empresas. Os recursos serão canalizados às empresas por meio da rede de agentes financeiros credenciados do BNDES.

“É muito importante que o setor produtivo brasileiro tenha a segurança de poder contar com estes recursos, que esperamos desembolsar de maneira ágil”, afirma o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Ele ressalta o apoio consistente que o BID tem dado ao BNDES e elogia o esforço que a instituição de fomento está realizando para ampliar o acesso ao crédito em um momento de crise.

“As micro e pequenas empresas sempre foram uma prioridade para o BID e neste momento, por sua capacidade de geração de emprego e de aumentar a competitividade das cadeias de produção, elas são fundamentais para fortalecer a exportação e a economia como um todo”, explica o Representante do BID no Brasil, Jose Luis Lupo.

Para o BID, o BNDES é um dos mais importantes parceiros para o crescimento e desenvolvimento do País. “Trata-se de um papel estratégico de incrementar o crédito na economia”, afirmou Lupo.

A parceria entre o BNDES e o BID se iniciou em dezembro de 1964 e resultou, até o momento, na celebração de 19 contratos. Desde 1996, o Banco Interamericano apóia programas de crédito para micro, pequenas e médias empresas com o BNDES. Até hoje, foram sete programas, num total de US$ 6,5 bilhões em empréstimos do BID para programas que somaram US$ 11,8 bilhões em crédito produtivo, considerando-se a contrapartida de recursos locais.

O contrato assinado hoje tem prazo de vencimento de 20 anos, com período de carência de quatro anos. A contrapartida do BNDES é de US$ 1 bilhão. O empréstimo é o terceiro e último de mesmo valor de uma linha de crédito (o chamado CCLIP – Convênio de Linha de Crédito Condicional), no valor de US$ 3 bilhões para projetos de investimento, lançada em 2004.

A parceria com o BNDES faz parte da estratégia do BID, acordada com o governo brasileiro, de ajudar a promover o crescimento sustentável com inclusão social. A solenidade aconteceu de assinatura do contrato aconteceu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, com a participação do presidente da instituição, Luciano Coutinho e do representante do BID no Brasil, José Luis Lupo.

site BNDES