quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Hotéis e pousadas terão linha de crédito de R$ 1 bilhão

Cerca de 28 mil meios de hospedagem do país (pousadas, hotéis e albergues) são o público-alvo da linha de crédito especial de R$ 1 bilhão, fruto da articulação entre Ministério do Turismo (Mtur) e BNDES, lançada quarta-feira (13), durante evento no Itamaraty, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa visa preparar o setor de hospedagem nacional para a Copa 2014 e Olimpíada 2016.

A nova linha de crédito objetiva expandir e aprimorar a capacidade hoteleira do país, em curto espaço de tempo. Os créditos poderão ser utilizados na reforma, ampliação e construção de pousadas, hotéis e albergues. Entre 65% a 70% dos meios de hospedagem do país são micro e pequenas empresas, segundo estimativa de Dival Schmidt, coordenador nacional da carteira de projetos do setor de turismo do Sebrae Nacional. Segundo critérios internacionais, empreendimentos do setor de hotelaria de pequeno porte são aqueles com até 50 UH’s (unidades de hospedagem ou apartamentos).

“Essa iniciativa será de importância fundamental para o êxito da preparação do Brasil para a Copa 2014 e Olimpíada 2016. O setor de hospedagem é um dos setores essenciais do turismo”, ressalta Schmidt. Para a FIFA, realizadora da Copa Mundial de Futebol, os meios de hospedagem devem estar localizados até uma hora dos estádios ou arena de jogos, onde acontecerão as partidas. “Hotéis-fazenda do Distrito Federal, por exemplo, podem se preparar para isso”, sugere o coordenador.

O setor de hotelaria também será beneficiado pela
ampliação dos prazos para pagamento dos financiamentos de fundos oficiais, como o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), do Norte (FNO) e Nordeste (FNE). Essa medida é resultado da parceria entre Mtur, Ministério da Integração Nacional (MIN) e bancos oficiais.

Schmidt informa que, pela primeira vez na história das Copas, a FIFA aprovou pousadas consideradas não-hotéis, na África do Sul, para atender o público do megaevento esportivo sob sua coordenação. Essa decisão também vai vigorar no Brasil, em 2014.
“Oferta hoteleira e mobilidade urbana são aspectos, que a FIFA não abre mão”, ressalta ele.

O caderno de encargos foi entregue pela FIFA à CBF e Ministério do Esporte, contendo todas as recomendações e exigências da entidade para a realização da Copa 2014 no País. Essa publicação é uma espécie de bússola dos preparativos para o evento, resume o coordenador do Sebrae Nacional.

O Comitê Técnico Sebrae para Copa 2014 foi instituído em 2009 e já está realizando reuniões e encontros com instituições parceiras, novembro passado. A próxima reunião deverá ocorrer em fevereiro. Ações e metas da Instituição em relação à Copa e Olimpíada serão definidas por esse comitê, que depois devem ser aprovadas pelo Comitê Diretivo, composto por dirigentes do Sistema Sebrae.

site G1

Em ano de crise, juros bancários recuam para 34,3% ao ano

Os juros cobrados pelos bancos em todas as suas operações, para pessoas físicas ou empresas, recuaram 9 pontos percentuais em 2009, informou nesta quinta-feira (21) o Banco Central.

No fim de 2008, período com forte impacto da crise financeira, os juros médios dos bancos estavam em 43,3% ao ano, mas, no fechamento do ano passado, caíram para 34,3% ao ano.

Com isso, ficaram no menor patamar desde dezembro de 2007, quando somaram 33,8% ao ano, que é a menor taxa de toda série histórica do BC, iniciada em junho de 2000.

Pessoas físicas e empresas

No caso dos juros bancários cobrados nas operações com pessoas físicas, que já haviam atingido em novembro o valor de 43% ao ano, o menor de toda história, voltaram a recuar em dezembro, fechando o ano em 42,7% ao ano. No fim de 2008, esta taxa estava em 57,9% ao ano.

Para as empresas, os juros bancários das instituições financeiras fecharam 2009 em 25,5% ao ano, contra 26% ao ano em novembro do ano passado e 30,7% ao ano no fim de 2008. A menor taxa já cobrada pelos bancos das empresas foi no fim de 2007 (22,9% ao ano).

"Ao longo de 2009, as taxas de juros das operações com pessoas físicas recuaram de forma mais expressiva do que nas contratações com pessoas jurídicas, reflexo do comportamento das taxas de inadimplência nos dois segmentos", informa o BC.

Queda dos juros básicos

Um dos fatores que contribuiu para a queda dos juros bancários no decorrer de 2009 foi o recuo da taxa básica, a Selic, que é definida pelo Banco Central. No fechamento de 2008, a taxa básica estava em 13,75% ao ano.

Entretanto, com os sinais de recessão, o BC efetuou forte redução dos juros nos seis primeiros meses de 2009 para estimular a retomada da economia. Com isso, os juros básicos chegaram a 8,75% ao ano, patamar no qual ainda se encontram. Houve, portanto, uma queda de 5 pontos percentuais nos juros básicos da economia em 2009.

Spread bancário

Além disso, as instituições financeiras também baixaram o seu spread, ou seja, a diferença entre a taxa de captação (o que pagam pelos recursos) e o valor cobrado do tomador final do crédito. O recuo do spread foi maior no segundo semestre do ano passado, quando os efeitos mais fortes da crise já estavam sendo deixados para trás.

No Brasil, o spread bancário, que é formado custo administrativo, taxa de inadimplência, depósito compulsório, encargos fiscais, impostos e margem de lucro, entre outros, é um dos mais altos do mundo.

No fim de 2008, o spread estava em 30,7 pontos percentuais, valor que recuou para 24,3 pontos percentuais no fecuamento do ano passado. Ou seja, uma queda de 6,4 pontos percentuais em 2009. Segundo avaliação do BC, o lucro das instituições financeira é um parcela 'relevante' do spread bancário no país.

Principais linhas de crédito

O BC informou que as taxas cobradas pelos bancos nas operações com o cheque especial somaram 159,1% ao ano em dezembro de 2009, a menor desde maio de 2008. Em novembro do ano passado, estavam em 163,3% ao ano e, no fim de 2008, somaram em 174,9% ao ano. Mesmo com a queda em dezembro, ainda estão muito acima de outras linhas de crédito.


Para as operações de crédito pessoal com pessoas físicas, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras somou 44,4% em dezembro do ano passado, contra 43,6% em novembro de 2009 e 60,4% ao ano em dezembro do ano anterior. Para a compra de automóveis, os juros somaram 25,4% ao ano em dezembro, na comparação com 25,3% ao ano em novembro e 36,5% ao ano em dezembro de 2008.

No caso das linhas de crédito de empresas, a taxa para desconto de duplicata somou de 36% em dezembro, contra 37,5% ao ano em novembro e 44,7% ao ano no fechamento de 2008. Para capital de giro, os juros médios dos bancos totalizaram de 27,9% ao no fim de 2009, na comparação com 29,1% ao ano em novembro e 38,1% ao ano em dezembro de 2008.


site G1

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Busca de empresas por crédito recua 4,4% em 2009

O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito registrou queda de 4,4% em 2009 em comparação ao verificado em 2008. O índice, divulgado nesta terça-feira, apura mensalmente a quantidade de empresas que buscaram concretizar alguma operação de crédito, seja com instituições financeiras (financiamentos) ou não financeiras (crédito mercantil).

Segundo a pesquisa, os reflexos da crise financeira internacional sobre o crédito para as empresas se concentraram, principalmente, durante o primeiro semestre de 2009. Neste período, a demanda das empresas por crédito teve queda de 6,7% em relação ao primeiro semestre de 2008.

Apesar da recuperação econômica, a demanda das empresas por crédito encerrou o segundo semestre de 2009 com recuo de 2,1% ante o mesmo período de 2008.

A procura das empresas por crédito recuou 6,7% em dezembro do ano de 2009 em comparação com o mês anterior. Segundo a Serasa, isso ocorreu em função de fatores sazonais. Já na comparação com dezembro de 2008, houve elevação de 5% na procura das empresas por crédito.

Setor industrial buscou menos crédito
A maior queda na procura das empresas por crédito em 2009 ocorreu nas indústrias, com queda de 5,4% ante o ano de 2008. De acordo com a pesquisa, a maior exposição do setor ao mercado externo "foi determinante para comportamento mais adverso".

Já os setores de comércio e de serviços registraram quedas menos intensas em suas procuras por crédito no ano de 2009 em relação ao ano anterior. O comércio recuou 4,6%, enquanto o setor de serviços teve queda um pouco inferior, com 4,2%.

Sul tem pior queda
As regiões Sul e Centro-Oeste, áreas onde o agronegócio é determinante para o desempenho econômico, apresentaram as maiores quedas da procura de suas empresas por crédito. A queda na região Sul foi de 6,9% em 2009 e de 4,8% no Centro-Oeste.

Na região Sudeste, a mais industrializada das regiões do País, a queda na demanda das empresas por crédito foi de 4,8% no ano passado. Já as regiões Norte e Nordeste acusaram em 2009 as menores quedas na procura de suas empresas por crédito: -1,5% no Nordeste e -0,7% no Norte.


site Terra

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

BNDES encerra 2009 com desembolso recorde de R$ 137,3 bilhões

O BNDES registrou em 2009 o maior volume de desembolsos de sua história, com liberações de R$ 137,3 bilhões. O crescimento foi de 49% em relação aos desembolsos de 2008. Se incluirmos repasses para operações de giro a bancos federais, o valor ascende a R$ 139,7 bilhões.

As liberações para o setor industrial responderam pela maior parte dos desembolsos do Banco, atingindo
R$ 60,1 bilhões, uma alta de 54% em relação a 2008. Os desembolsos para infraestrutura totalizaram R$ 46,5 bilhões, um aumento de 32% na comparação com o ano anterior.

Os dados divulgados nesta terça-feira, 29 de dezembro, contabilizam as liberações que serão realizadas até 30 de dezembro e ainda poderão sofrer algum tipo de revisão. De qualquer forma, ilustram o resultado excepcional obtido em um ano em que o BNDES foi um instrumento importante na estratégia do governo de combater os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira.

O Banco reduziu fortemente as taxas cobradas em seus financiamentos, estimulando especialmente os setores de bens de capital, inovação e intensificando seu apoio às micro, pequenas e médias empresas. Também ampliou sua atuação no financiamento à exportação e capital de giro, em função da retração do crédito observada a partir do quarto trimestre de 2008.

As medidas tomadas pelo BNDES, em coordenação com outros bancos públicos e demais esferas do governo federal, ajudaram o país a superar a fase mais aguda da crise e a retomar a trajetória de crescimento do PIB, do emprego e do investimento. Os sinais de saída da crise começaram a aparecer nos indicadores do BNDES a partir do terceiro trimestre deste ano, que culminou com desembolsos de mais de R$ 20 bilhões em dezembro de 2009.

Além do desembolso recorde de 2009, os outros indicadores referentes à carteira do Banco sinalizam que a demanda por investimentos deve seguir forte nos próximos anos. As aprovações chegaram a R$ 158,0 bilhões, o que representa expansão de 30% em relação a 2008. Já os enquadramentos e as consultas cresceram, respectivamente, 17% e 23% (R$ 182,3 bilhões e R$ 216,4 bilhões).

site BNDES