terça-feira, 27 de outubro de 2009

Brasil passa por tranquilidade econômica

A economia brasileira saiu da classificação técnica de uma recessão - dois trimestres de crescimento negativo ( o último trimestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009). De acordo com o coordenador do Grupo de Análise e Previsões (GAP) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, "a economia atravessa um período de absoluta tranquilidade em vista da dimensão da crise internacional".

A Carta de Conjuntura do Ipea, que divulga as análises da economia do país, apresentou dados de recuperação econômica no mês de setembro. Trouxe ainda números sobre inflação, finanças públicas, crédito e setor externo. A maior preocupação é com a indústria, que ainda reage lentamente.

"Tivemos um colapso da taxa de investimento do terceiro para o quarto trimestre de 2008, o que fez a produção industrial despencar. A crise do ponto de vista doméstico é da indústria. A economia se segura pelo serviço, pela demanda, pelas exportações", afirmou Messenberg.

Empregos
"Temos uma taxa de desemprego considerada bastante aceitável para um período de recuperação econômica, na casa dos 8%. Empregos formais crescem mês a mês de forma bastante positiva. Em setembro, foram criadas 250 mil vagas, metade delas no segmento mais atrasado no processo de recuperação, a indústria", ressaltou João Sicsú, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicos do Ipea.

Ainda assim, a indústria eliminou 61 mil postos de trabalho no acumulado do ano, declarou Messenberg. "A redução da fragilidade externa do País, nosso calcanhar-de-aquiles, foi crucial para a retomada", disse Messenberg.

O diretor Sicsú destacou também a posição favorável do Brasil quanto às suas finanças públicas. "Nossas receitas caíram em relação a 2008, mas era esperado, na medida em que em 2009 o crescimento seria menor. Mas nosso déficit nominal acumulado é da ordem de 3%, o que é confortável, em vista das medidas anticíclicas tomadas pelo governo".

Já a previsão do Ipea para o crescimento do PIB se mantém entre 0,2% a 1,2%. "Mas estamos agora muito mais próximos de 1,2%", frisou Sicsú.

site hsm

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