quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Grandes empresas avaliam crise mundial

Uma pesquisa feita pelo Fórum de Líderes Empresarias – instituição que engloba cerca de 1,3 mil líderes empresarias de todo o País – indica que a crise econômica mundial deverá durar de um a dois anos.

As indústrias trabalham com o cenário de que a crise dever durar de um a dois anos, de acordo com a resposta de 74% dos representantes desse segmento.

Já 18% dos entrevistados do setor industrial acreditam que a crise possa durar mais de dois anos e apenas 8% acham que ela não passará de um ano.

O setor de serviços mostrou-se em linha com a indústria. Dos entrevistados, 63% disseram que a crise permanecerá por um ou dois anos e 23% mostraram-se mais otimistas, respondendo que essa situação vai durar menos de um ano.
O restante trabalha com a hipótese de a crise ultrapassar dois anos.

Quase a metade dos empresários (46%) que participaram da pesquisa acredita que as medidas adotadas pelo governo brasileiro para contornar a crise são insuficientes; outros (30%) crêem que as medidas são consistentes e um terceiro grupo (24%) considera que elas privilegiam apenas alguns setores mais organizados.

O levantamento foi desenvolvido junto a 180 grandes empresários do País dos setores de serviços (40%), indústria (32%), comércio (13%) e outros (finanças, educação, agropecuária e outros), pela Companhia Paulista de Pesquisa de Mercado (CPPM).

A pesquisa aborda também outros pontos interessantes da economia como o papel do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, na solução da crise e a participação e relevância do G-20 no contexto mundial. “Através dessa nova linha de pesquisas, o Fórum vai poder dividir com o mercado o seu referencial privilegiado sobre as visões e expectativas da influente comunidade empresarial brasileira”, declara Luiz Levy Filho, diretor do Fórum.

Fonte: revistalideres.com.br 27/01/2009
HSM ON-LINE

Distribuição de lucros cresce em plena crise

As 20 maiores empresas de capital aberto do país anunciaram R$ 21,7 bilhões em remuneração a acionistas

O aprofundamento da crise mundial ainda não se mostrou forte o suficiente para impedir as maiores empresas brasileiras de aumentar a distribuição de lucros aos acionistas.

Levantamento realizado pelo Valor Online com as 20 maiores empresas de capital aberto do país mostra que, nos quatro meses após o fatídico 15 de setembro de 2008, quando a quebra do Lehman Brothers marcou o agravamento da crise pelo mundo, essas companhias anunciaram R$ 21,7 bilhões em remuneração aos acionistas, tanto na forma de dividendos como em juros sobre o capital próprio. No mesmo intervalo entre o fim de 2007 e o início de 2008, o total ficou em R$ 18,5 bilhões.

A distribuição desses valores evidencia, segundo especialistas, que boa parte das grandes companhias nacionais ainda não vive uma situação delicada em termos de necessidade de crédito ou disponibilidade de caixa.

Se fosse esse o caso - como vem ocorrendo no exterior e com algumas empresas brasileiras de menor porte, como a Lojas Renner -, a retenção dos dividendos seria uma opção interessante para formar uma espécie de "colchão" de liquidez.

Apesar de a legislação prever distribuição mínima de 25% do lucro na forma de dividendo, os administradores das empresas não têm obrigação de antecipar o pagamento e também podem alegar, durante a assembléia de acionistas, que a remuneração é incompatível com a situação financeira da companhia.

A generosidade das empresas com seus acionistas chamou a atenção dos sindicatos de trabalhadores, que pretendem usá-la como argumento contra as demissões. O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva, diz que a entidade está elaborando um estudo que abrange o pagamento de dividendos das 200 maiores empresas de capital aberto.

A idéia é cruzar esses dados com empréstimos tomados pelas companhias com recursos do BNDES, FAT e FGTS. A depender dos resultados, a central avalia o lançamento de uma campanha nacional pelo cancelamento dos dividendos enquanto durar a crise.

As maiores distribuições de dividendos foram anunciadas por Petrobras (R$ 7 bilhões), Vale (R$ 3,5 bilhões) e Bradesco (R$ 1,99 bilhão).

Murillo Camarotto e Fernando Torres, de São Paulo29/01/2009
Valor on-line

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Crédito fecha 2008 em alta

A concessão de crédito no país voltou a crescer em dezembro e o estoque das operações de financiamento registrou em 2008 um aumento de 31,1%, mostraram dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central.

De acordo com o BC, o sistema financeiro nacional aumentou em 14% o volume de novas concessões de crédito em dezembro, depois de ter amargado uma queda de mais de 9% em novembro.

No ano, as novas concessões acumularam um aumento de 8,4%, de acordo com o levantamento feito pelo BC.

O estoque das operações de crédito no país atingiu 1,227 trilhão de reais em dezembro, o equivalente a 41,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em 2007, o estoque de crédito tinha tido um aumento de 27,8% e o total registrado ao final daquele ano representava 34,2% do PIB brasileiro.

"O crédito bancário, não obstante as condições adversas associadas à instabilidade nos mercados financeiros internacionais e do moderado crescimento no último trimestre, encerrou o ano com expansão", afirmou o BC em nota.

Ao mesmo tempo em que os bancos voltaram a emprestar, o custo destas operações sofreu uma pequena redução. De acordo com os cálculos do Banco Central, a taxa média de juro cobrada pelos bancos atingiu 43,2% em dezembro, a primeira queda da taxa desde abril.

Ainda assim, o juro médio cobrado pelos bancos em dezembro ficou bem acima do registrado no fechamento de 2007, quando a taxa média estava em 33,8%.

Fonte: Reuters 27/01/2009
HSM ON-LINE

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Grupo Votorantim compra a Aracruz com ajuda do BNDES

Negociação, que pode chegar a R$ 5,6 bi, foi suspensa devido à crise global; Recursos do banco oficial poderão somar R$ 2,4 bi.

Operação cria maior empresa do mundo em celulose; Votorantim se capitalizou após negócios como a venda de parte de banco ao BB

Fábrica de celulose da Aracruz, no Espírito Santo
O grupo Votorantim anunciou ontem a compra da Aracruz, por um valor que pode chegar a R$ 5,6 bilhões. O negócio consolidará as operações da VCP (Votorantim Celulose e Papel) com as da Aracruz e criará a maior empresa de celulose do mundo.
Para fechar a operação, a VCP contará com recursos do BNDES que poderão chegar a R$ 2,4 bilhões.
A VCP tinha anunciado o fechamento do negócio em setembro. Poucas semanas depois, no entanto, com o acirramento da crise financeira e perdas de R$ 1,9 bilhão por parte da Aracruz com operações financeiras atreladas ao câmbio, a negociação foi suspensa.

O próprio grupo Votorantim também teve perdas (de cerca de R$ 2,2 bilhões) com operações de derivativos. Conseguiu se recapitalizar, nos últimos meses, com a venda de ativos. O principal negócio foi a venda de metade da participação do Banco Votorantim ao Banco do Brasil, por R$ 4,2 bilhões.

Anteontem, a Aracruz chegou a um acordo com bancos credores para renegociar suas perdas com derivativos, o que abriu o caminho para a retomada das discussões com a VCP.

Ontem a VID (Votorantim Industrial), que engloba a VCP e outras unidades industriais do grupo, informou ao mercado o fechamento do negócio. Caso desistisse, a VCP teria de pagar multa de R$ 1 bilhão.Nessa retomada do negócio, a Votorantim pagará R$ 2,710 bilhões por 28% das ações da Aracruz pertencentes à Arapar, que estavam nas mãos das famílias Lorentzen, Almeida Braga e Moreira Salles.
O mesmo valor deverá ser desembolsado também pelas ações da Arainvest, do grupo Safra. Na primeira negociação, o Safra permaneceria como acionista da nova empresa.
Agora a expectativa é que o grupo queira sair do negócio."Tivemos reuniões com os Safra na semana passada e as indicações que temos é pela saída deles da Aracruz", afirma Raul Calfat, diretor-geral da VID.

Além dos R$ 5,4 bilhões pagos aos controladores, o desembolso a ser pago aos acionistas minoritários poderá chegar a R$ 200 milhões.Caso os Safra optem por ficar no negócio, sua participação na nova empresa será diluída. O grupo financeiro também tem a opção de fazer a compra em conjunto com a VCP. Procurado, o grupo Safra não respondeu a pedido de entrevista.
Aportes
Para completar a operação, será feita uma reestruturação societária na VCP, que deverá ser concluída em quatro meses. Num primeiro momento, será feito um aumento de capital, de até R$ 4,254 bilhões.
A VID aportará R$ 1,180 bilhão, sendo que R$ 600 milhões em recursos próprios.
Outros R$ 580 milhões serão colocados na forma de debêntures (dívidas) emitidas pelo BNDES e permutáveis por ações com direito a voto da VCP.
O BNDES também colocará outro R$ 1,2 bilhão para completar o aumento de capital. Poderá haver, ainda, um desembolso para a oferta aos acionistas minoritários.

No total, o gasto do BNDES na operação poderá chegar a R$ 2,4 bilhões.Com esses investimentos, o BNDES, que já era dono de 3,1% do capital da VCP e de 5,5% do capital da Aracruz, passará a deter 26% da nova empresa. Apesar de minoritário, o BNDES terá até 2014 direito a veto em matérias relevantes referentes à companhia.

O pagamento da Aracruz será concluído até julho de 2011, sem correção. Trazido a valor presente, o desembolso feito a cada acionista controlador será de R$ 2,350 bilhões. O deságio será uma compensação pelas perdas recentes da Aracruz.

CRISTIANE BARBIERI DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA DE SÃO PAULO - DINHEIRO

BNDES pode ter mais de R$ 120 bi em 2009

O BNDES está fechando o orçamento para este ano. O martelo ainda não foi batido, mas tudo leva a crer que pode ficar acima de R$ 120 bilhões, o que significa um avanço significativo em relação ao desempenho do ano passado.

Em 2008, o banco desembolsou cerca de R$ 92 bilhões, um número mais que 40% acima do total de liberações de 2007. Os dados de 2008 serão divulgados depois de amanhã.Até lá, o BNDES espera concluir o orçamento para este ano. As negociações com a Fazenda para fechar o "funding" (captação) do orçamento do banco estão na reta final.

O BNDES espera receber um aporte adicional do governo de R$ 100 bilhões para este e para o próximo ano.O BNDES tem sido um dos grandes instrumentos do governo para enfrentar a crise.

Luciano Coutinho, presidente do banco, está atuando em duas frentes. Em primeiro lugar, ele quer que o BNDES assegure o total de investimentos de infraestrutura previstos para este ano.

Só com esses projetos os desembolsos do BNDES devem chegar a R$ 50 bilhões.Ao mesmo tempo, Coutinho quer dar suporte para o programa de investimento da Petrobras neste momento de restrição das linhas de crédito externo. O apoio do BNDES à Petrobras pode chegar a R$ 20 bilhões ou mais. A Petrobras adiou o anúncio do seu programa de investimento, mas os planos anteriormente superavam a casa de R$ 40 bilhões.Nessa conta de Coutinho, o total de financiamentos aos projetos de infraestrutura e à Petrobras pode alcançar a marca de R$ 75 bilhões. A soma inclui os projetos das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e investimentos em ferrovias, rodovias e telecomunicações. Coutinho diz que tem havido alguma frustração nos investimentos nas áreas mineral e siderúrgica, em consequência da queda nos preços das commodities. Muitos projetos estão sendo adiados, como o da Baosteel em parceria com a Vale.

Mas, na opinião de Coutinho, a grande batalha do governo é tentar recuperar o crédito nas áreas automobilística e de construção civil, as mais atingidas pela crise. Esses dois setores têm uma influência muito forte sobre o emprego, e o desempenho da economia depende do que acontecerá com eles.

"O grande desafio do governo será o de evitar um "overshooting" (variação exagerada) do desemprego", diz LUCIANO COUTINHO presidente do BNDES.

São Paulo, quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
coluna Mercado Aberto de Guilherme Barros
publicada na Folha on Line - DINHEIRO

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Sua empresa sabe se planejar?

Para Chiavenato e Sapiro apud Drucker (2003, p. 39), planejamento estratégico é o processo contínuo de, sistematicamente e com maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvem riscos; organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução dessas decisões e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas.
Para obter o resultado dessa pesquisa, apresentamos 05 (cinco) alternativas, conforme abaixo:
(1) Discordo totalmente
(2) Discordo
(3) Concordo parcialmente
(4) Concordo
(5) Concordo totalmente

Orientamos que você seja o mais verdadeiro possível, para que o resultado tenha uma correspondência de valor à realidade da empresa.

A Organização:
( ) Uma organização bem-sucedida não precisa se preocupar, pois permanecerá bem-
sucedida, uma vez conquistado esse status
( ) A organização precisa inovar continuamente
( ) É necessário ter clara a definição da missão da empresa, ou seja, a razão de ser da
empresa: por que existimos, quem somos, qual a nossa função na sociedade
( ) Definir claramente os objetivos e antecipar as alternativas prováveis a serem trabalhadas
para atingi-los
( ) Agir para expandir o negócio a novas áreas, produtos ou serviços
( ) Consultar especialistas para obter assessoria técnica ou comercial
( ) Fazer o levantamento de dados internos da empresa como: trajetória, modelo de gestão,
estrutura e ambiente organizacional
( ) Ter visão de longo prazo, clara e específica

A Equipe:
( ) Manter uma equipe multidisciplinar, mesclando e unindo as diversas áreas do
conhecimento
( ) Ministrar treinamentos que contemplem o domínio das funções empresariais
( ) Trabalhar a motivação da equipe envolvida na implementação do Planejamento Estratégico,
mostrando-lhes a necessidade, as vantagens e o papel de cada um
( ) Ambiguidade nas descrições de cargos e impulsionar equipes para enfrentar as mudanças

A Estratégia:
( ) Estabelecer objetivos de curto prazo, mensuráveis
( ) Estabelecer uma gestão estratégica para estar constantemente se renovando
( ) A implementação estratégica é a soma das atividades e escolhas para a execução de um
planejamento estratégico
( ) A implementação estratégica é parte fundamental da gestão estratégica
( ) A estratégia empresarial deve conduzir a organização para uma posição única e singular de
destaque
( ) Possuir habilidade de se adaptar às novas exigências dos clientes;
( ) Proporcionar aos clientes mais valor do que o oferecido pela concorrência

Ferramentas:
( ) O Plano de Negócios é ferramenta fundamental para auxiliar o processo gerencial
( ) O Plano de Negócios auxilia na Identificação de novos negócios
( ) O Plano de Negócios facilita o compartilhamento das idéias
( ) O Plano de Negócios permite a Integração das perspectivas
( ) O Plano de Negócios promove a crescente habilidade para antecipação de surpresas
( ) Investir em tecnologia da informação nos diversos níveis e áreas de negócios da empresa
( ) É importante que a organização esteja aprendendo e incorporando continuamente novas
informações

Diagnósticos:
( ) Identificar os indicadores de tendências;
( ) Identificar os determinantes de sucesso no mercado
( ) Identificar as atividades do mercado a serem consideradas
( ) Avaliar o ambiente de negócios;
( ) Analisar a concorrência e entender os grupos estratégicos - empresas orientadas para
grupos de clientes similares;
( ) Avaliar a competitividade da organização, recursos organizacionais, cadeia de valor
( ) Estudar seus pontos fortes
( ) Estudar seus pontos fracos

Construção de cenários:
( ) Construir dois ou três cenários plausíveis a partir de algumas forças motrizes consideradas
( ) Tomar decisões que fazem sentido somente para um ou outro cenário
( ) Considerar que os cenários ajudam a aprimorar as respostas para os futuros possíveis

Avaliação do concorrente e utilização de informações:
( ) Promover a coleta ética de informações e dados necessários relativos aos objetivos e
estratégias, suposições e recursos do concorrente
( ) Utilizar Inteligência Competitiva -mecanismos integrados de localização, busca e
captura de informações
( ) Utilizar relatórios técnicos, estudos do setor e pesquisas encomendadas por governos
ou associações setoriais
( ) Construir alianças que envolvam um relacionamento mais próximo entre organizações
( ) Compartilhar informações: fóruns setoriais como congressos, em contatos diretos,
formais ou informais
( ) Participar de entrevistas diretas: com clientes, distribuidores, especialistas do setor
( ) Comparar os processos do concorrente com seus próprios processos

Controle e Monitoramento:
( ) Agir para reduzir os riscos ou controlar os resultados
( ) Revisar seus planos constantemente levando em conta os resultados obtidos e
mudanças circunstanciais
( ) Possuir indicadores que permitam a revisão constante dos planos e metas estabelecidas
considerando os resultados obtidos e mudanças circunstanciais
( ) Medir e comparar as estratégias e operações da organização com as de outras
organizações de ponta em suas atividades

Resultado:
DE 48 A 142 PONTOS:
Cuidado! Apenas 5% das empresas, em média, ultrapassam cinco anos de vida e irrisória percentagem - menos de 1% - vivem mais de cem anos.
DE 143 A 190 PONTOS:
Sugerimos olhar mais atentamente para a própria organização, seus líderes, seus processos, e o ambiente. E principalmente considerar que a adoção de ferramentas de gestão empresarial auxiliam no desenvolvimento da estratégia, principal fator da longevidade empresarial.
ACIMA DE 190 PONTOS:
Parabéns, você tem uma ampla visão empresarial e um forte espírito de empreendedorismo!


Avaliação desenvolvida pela Company Projetos Financeiros / DEZ 2008

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sustentabilidade, saída para a crise

O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com as Nações Unidas sobre o futuro dos empregos 'verdes' - ligados a energias renováveis e tecnologias ambientalmente inovadoras - mostra números expressivos.
O documento estima que até 2030 serão criados até 20 milhões de novos empregos nessas áreas. Doze milhões deles só nas indústrias de bioenergia - campo em que nosso etanol de cana se destaca. O motor da criação desses empregos seria o crescimento do mercado para os produtos verdes no mundo todo: a expectativa é que ele dobre até 2020. Hoje essa indústria já move US$ 2,74 bilhões anualmente.
Para Ricardo Guggisberg, organizador da Eco Business Show, feira de sustentabilidade e negócios em São Paulo de 25 a 27 de novembro, alguns fatos do mercado mundial registram mudanças significativas a favor de um caminho sustentável e do fortalecimento de negócios e ações nessa área. Para ele, não podemos continuar encarando a atual crise mundial com olhos especulativos. "A saída está na inovação das empresas, que devem buscar alternativas mais sustentáveis. O mercado de energias renováveis é um dos mais promissores, porém, o mais importante é que haja integração entre diversos setores, para que se criem novos modelos de negócio", acredita.
Um exemplo de desenvolvimento sustentável que deu certo foi o Bio Etanol para o Transporte Sustentável, iniciado no Brasil e aplicado na Suíça. Lançado em outubro do ano passado, já funciona em São Paulo no corredor Jabaquara/São Mateus no horário de pico da manhã.
O projeto é resultado da parceria do Cenbio com empresas do setor de transporte e combustíveis. O ônibus possui chassi e motor importados da Suécia, país que já adota o etanol no sistema de transporte público, e recebeu carroceria no Brasil. "Em relação ao diesel, há redução de 90% das emissões de material particulado e 62% de óxidos de nitrogênio, além de não emitir enxofre e de diminuir em 80% os gases que provocam o [efeito estufa]", explica Silvia. O veículo possui 270 HP de potência, capacidade para 63 passageiros (31 sentados), ar-condicionado e piso rebaixado para o acesso de deficientes.
A composição do combustível é de 95% de álcool hidratado e 5% de aditivo, necessário para realizar a ignição por compressão no veículo. O motor foi adaptado para receber o etanol e possui maior compressão. O preço do ônibus é de cerca de R$ 450 mil, semelhante aos modelos a diesel.
Fonte: Portal HSM On-line
25/11/2008

Linhas convencionais de financiamento podem ser de fácil acesso

A empresa que deseja acessar as linhas convencionais de financiamento não terá muitas dificuldades em acessá-las, como também não terá muitas exigências, porém só conseguirão isso com bom plano de viabilidade, afirma o especialista em captação de recursos para projetos de investimentos, Guilherme Aguiar. "Após a grande crise, é imprescindível o empresário se conscientizar da real necessidade de elaborar um bom projeto de viabilidade econômica e financeira, para alcançar o financiamento".

É imprescindível o investidor conhecer a empresa e tomar a posição correta quanto à decisão de aprovação dos recursos, bem como a agilidade de tal decisão. De acordo com Aguiar, que também é diretor da empresa Company Consultoria, é importante diagnosticar inicialmente quais instituições financeiras poderão fomentar planos de investimentos. "Isso não significa que o negócio será aceito por todas, pois em determinadas instituições de financiamento existem interesses em setores diferenciados da economia, garantias exigidas, enquadramentos diferenciados, valores de investimentos e claro, solidez da empresa e principalmente do próprio negócio.".

Entre as principais vantagens de organizar-se corretamente, com a realização de um plano de viabilidade, está a agilidade na contratação junto às instituições financeiras, conhecer o mercado em que está inserido e principalmente diagnosticar setores que poderão dar prejuízos.

Company Projetos Financeiros
A empresa atua no mercado desde 2001 prestando serviços financeiros e implementando soluções personalizadas na gestão empresarial. Opera na elaboração de projetos de viabilidade econômica e financeira e de planos de negócios para os diversos segmentos do mercado, buscando soluções que melhor atendam às necessidades de seus clientes. Para empresas que buscam recursos por conta do Banco Mundial, BNDES, Banco do Nordeste, opera também na captação de recursos internacionais através de contrato de parceria firmado com uma instituição de investidores de DUBAI - Emirados Árabes.

Marcella Fortuna Elias
Tanara Danilevicz
STAFF COMUNICAÇÃO
(19) 3203 5105 e (19) 9205 2645

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dinheiro é o meu negócio


Clique na imagem acima para ler a matéria concedida pelo especialista da Company.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

BNDES recebe US$250 mi para projeto de ferrovia no país

O Banco de Tóquio-Mitsubishi UFJ e o Banco do Japão para Cooperação Internacional (JBIC, na sigla em inglês) informaram nesta quarta-feira que assinaram em 25 de dezembro um projeto de financiamento de 250 milhões de dólares com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmou o JBIC. O JBIC vai repassar 150 milhões de dólares, enquanto o Banco de Tóquio responderá pelos outros 100 milhões de dólares. A parcela de recursos do Tóquio-Mitsubishi UFJ será garantida pelo JBIC. Os recursos serão usados para desenvolver uma rede ferroviária de carga no Brasil. Em 2005 o BNDES pegou um empréstimo de 300 milhões de dólares, com prazo de 10 anos, com o JBIC e outros 200 milhões de dólares, pelo mesmo período, com o Banco de Tóquio-Mitsubishi UFJ para desenvolver projetos de infra-estrutura.

Fonte: Reuters 07/01/2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Em crise, planejamento dos empresários brasileiros não é suficiente

Empresários brasileiros não costumam se planejar embasados em estudos de mercado na hora de elaborar o plano de metas e, época de crise, pode agravar ainda mais o nível de assertividade, pois é difícil prever o mercado. Quem afirma isso é o especialista em captação de recursos para projetos de investimentos, Guilherme Aguiar. Para ele, está época do ano é crucial para a realização do plano de negócios, no qual é feito estudo do segmento da empresa, essencial para projetar efeitos da crise em 2009. “O pior da crise em 2008 já passou, agora é aproveitar algumas conseqüências para saber crescer em 2009”. A consultora de marketing, Renata Bastos, explica que o planejamento elaborado aumenta o conhecimento da empresa sobre o negócio e o potencial de mercado e facilita a percepção de novas oportunidades ou riscos frente a problemas futuros. Além disso, cria comprometimento de toda a equipe com o projeto, tanto da parte da diretoria como dos funcionários envolvidos, realçando diferencial competitivo da empresa. Em época de crise é decisivo determinar tarefas e prazos com responsabilidades definidas, viabilizando o controle do processo e do andamento do negócio. “Até para conseguir financiamento no próximo ano, é importante se planejar de forma correta, porque a empresa, por menor que seja, não pode se basear em achismos”.
Marcella Fortuna Elias
Tanara Danilevicz
STAFF COMUNICAÇÃO

Aprenda a montar um plano de negócios

Mais do que o brilho de uma idéia, boa execução é que trará o sucesso
Todo empreendedor sonha em ver sua idéia sair do papel e ganhar o mundo. Deseja ter sucesso, visibilidade e, sobretudo, reconhecimento do seu trabalho. Quem é empreendedor carrega consigo uma determinação fora do comum para batalhar e concretizar seus desejos, mas também, uma ponta de ansiedade que, se não controlada, pode colocar tudo a perder. Quantas vezes você ouviu falar de iniciativas genais que, por falta de foco ou planejamento, foram por água abaixo?
A cada ano, milhares de empresas abrem suas portas para depois fecharem num misto de tristeza e desilusão, sonhos e projetos e que não saíram do papel. O que faltou para eles? Segundo especialistas, uma rota de navegação, ou seja, uma estratégia bem definida para deixar seu sonho naufragar antes da hora. Esta estratégia pode ser chamada de plano de negócios, uma espécie de roteiro do que é sua empresa e para onde ela vai.
"O plano de negócio nada mais é que uma descrição do planejamento da empresa de A a Z, desde a missão até o balanço dos índices financeiros. É nesse projeto que ele deve descrever a missão, objetivos, processo operacional, plano de marketing e plano financeiro para viabilizar seu negócio", diz o professor e consultor da Fundação Dom Cabral, Fernando Dolabela.
Lembre-se: ainda que o plano não garanta que uma idéia seja 100% bem sucedida, certamente ele diminui, e muito, as chances do empresário ser pego de surpresa por imprevistos que comprometam seu negócio. "Um bom plano não garante sucesso, mas reduz danos. Essa, aliás, deve ser a premissa do empreendedor. Se cercar de informações para blindar seu negócio", afirma o diretor do centro de empreendedorismo do Ibmec São Paulo, Álvaro Armond.
Fonte: Universia